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Novo Caderno do Fio da Memória

Quinta-feira, 22.11.12

Em Dezembro será apresentado o novo Caderno do Fio da Memória dedicado ao Marmeleiro.

É sobre o senhor Paulo Marques

 

Deixo a introdução:

 

Carros de vacas, arados, grades, corsos, cambões, cangas, ancinhos, manguais, alqueires, esteios, britadores, cancelas, bancos, tábuas de lavar, argadilhos, francelas, pás de forno, masseiras, tabuleiros, entre muitos outros objectos, fazem parte do espólio que Paulo Marques foi criando ao longo dos últimos anos. Aos poucos, para matar o tempo, transformou paus toscos e rudes em autênticas obras de arte. As alfaias agrícolas, usadas no amanho dos campos do Marmeleiro, servem de referência a muitas das pequenas miniaturas nascidas do engenho e talento deste quase sexagenário. As mãos calejadas, do trabalho repartido pela aldeia que o viu nascer (Marmeleiro), a capital lusa (Lisboa) e a cidade luz (Paris), continuam firmes e seguras, nos pormenores de cada miniatura. Com a ajuda da plaina, do formão, do canivete e do martelo, desbrava os pedaços de madeira que recolhe nas caminhadas pelo campo. Nos castanheiros, freixos, carvalhos, pinheiros e giestas, encontra matéria prima para dar forma á imaginação. Na aldeia, poucos lhe conheciam a habilidade de trabalhar na madeira. Só depois de muita insistência decidiu mostrar parte dos objectos, numa exposição organizada pelo Centro Cultural e Social do Marmeleiro, no mês de Agosto de 2012, por ocasião da festa de São Domingos. Causou admiração e espanto tanto trabalho escondido e guardado em caixas de cartão. Das muitas dezenas de objectos que já criou, apenas alguns estão espalhados pelas divisões das duas casas que possui no Marmeleiro. Só em casos muito especiais se desfaz dos objectos que cria com amor, carinho e muita dedicação à terra que o viu nascer. Sem ter frequentado qualquer curso, Paulo Marques é um autêntico mestre na arte de transformar a madeira. Com calma e longe dos olhares do mundo, vai criando um mundo dos pequeninos, onde os grandes também se sentem encantados e atraídos. Este caderno do Fio da Memória mais não é que uma humilde e simples homenagem, a todos os homens e mulheres do Marmeleiro que, sem nunca esquecerem a aldeia mãe, se foram espalhando por terras “d’aquém e d’além-mar”.

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publicado por Marmeleiro às 20:35





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