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Morcelas da Guarda muito apreciadas no país e no estrangeiro

Quarta-feira, 20.01.10

Talho Reduto tem unidade de produção artesanal

 

As morcelas à moda da Guarda confeccionadas pelo Talho Reduto, com instalações no Mercado Municipal e na Rua Francisco de Passos, são muito procuradas por clientes da região, de vários pontos do país e mesmo do estrangeiro.

A sua proprietária, Maria Teresa Reduto, 77 anos, mais conhecida por D. Teresinha, que faz as morcelas e o restante enchido (chouriça e farinheira) que é vendido ao balcão dos dois talhos, contou ao Jornal A Guarda que os produtos são confeccionados “pelo método tradicional”.

“É tudo cheio à mão, as carnes são partidas à mão e não utilizo máquinas, nem secantes, nem nada. Faço tudo como antigamente”, afiançou. A famosa morcela à moda da Guarda leva cominhos, salsa, cebola, pão, gorduras e sangue de porco. “Faço a massa a olho”, disse Maria Teresa Reduto, explicando que “primeiro faz-se a massa, depois enche-se a tripa (de porco), que depois de cheia é cozida, logo na hora”. Referiu que a confecção da morcela “dá muito trabalho.

Para a minha idade já é muito, mas ainda vou fazendo”, garantindo que o segredo do produto final “são as minhas mãos”. Utiliza tripas de porco e não recorre a tripas “nem a outros produtos artificiais”, esclarecendo que “a tripa é preciso ser muito bem lavada, porque não sendo bem lavada, o enchido já não sabe bem”.

Também contou que “a morcela sempre se vende mais um bocadinho, porque há quem leve só a morcela, mas também há muita gente que leva o conjunto: morcela, chouriça e farinheira”. A morcela e a farinheira são vendidas ao mesmo preço, a 6,50 euros o quilo, enquanto que a chouriça custa 10,20 euros, valores que mantém “há 4 ou 5 anos”.

“A morcela tem muita saída. Vêm aqui pessoas do Porto, de Lisboa e de Coimbra. Até já foi morcela da Guarda para o Brasil e para a França também vai muita. Alguns emigrantes, antes de virem para Portugal, telefonam a encomendar morcelas e, depois, quando regressam, levam-nas”, revelou a empresária.

D. Teresinha indicou que na sua unidade de produção artesanal também confecciona chichorros ou torresmos, a partir de carne gorda de porco, que “têm muita saída”. O Talho Reduto está nas mãos da actual proprietária, natural do Marmeleiro, Freguesia do concelho da Guarda, há já 55 anos (antes pertenceu ao sogro).

Nos dois talhos que possui na cidade, trabalham 3 pessoas, embora recorde que “já tivemos 10, quando matávamos 10 novilhos e cento e tal cabritos por semana”. “Nessa época vendíamos tudo. Vendíamos muita carne de vaca e cabrito. Porcos, é que se vendiam menos. Actualmente, vende-se um pouco de tudo e o que vale são os clientes certos”, declarou.

 

(Jornal A Guarda)

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publicado por Marmeleiro às 10:02





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