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Apresentação de nova colecção dos cadernos "O Fio da Memória"

Sexta-feira, 17.06.11

A Câmara Municipal da Guarda promoveu, no dia 16 de Junho, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, o lançamento de cinco novos cadernos da Colecção “O Fio da Memória”.

Os cadernos são dedicados aos seguintes temas: nº95– “Ana de Deus—Tecedeira de Mantas e Memórias”, de Francisco Barbeira; nº96 – “aMAR a vida (Poesia)”, de Ana Sofia Pires Cardoso com nota introdutória de Armandina Cardoso; nº97 – “Julgamento e Morte do Galo do Entrudo/2011”, de António Godinho e Daniel Rocha; nº98 – “Pontos de água e água aos pontos ”, de Manuel Alberto Dinis e nº99 – “Até a rotunda é da Ti Jaquina”, de Norberto Gonçalves.

Na ocasião também foi apresentada a Revista Cultural Praça Velha nº29, desta vez, dedicada às Tradições Académicas na cidade da Guarda.

 

Sobre o Caderno “Ana de Deus—Tecedeira de Mantas e Memórias”, Francisco Barbeira referiu:

 

 

 

Este caderno do Fio da Memória é uma pequena homenagem, aos homens e mulheres que fizeram do Marmeleiro e no Marmeleiro a sua vida.

“Ana de Deus – Tecedeira de mantas e memórias” mais não é que o regresso a um passado ainda muito recente. É uma viagem no tempo dos pequenos pastores, dos ceifeiros, dos exploradores de minério, das artes e ofícios tradicionais, do contrabando…

É um reencontro com as tradições e costumes de uma aldeia que já foi grande e agora vai definhando com o despovoamento e abandono dos campos.

Mesmo assim, tudo poderia ser diferente…se, por exemplo, a Barragem do Luzelo não tivesse ficado no papel, se a zona das Ferrarias merecesse mais atenção dos arqueólogos e se os teares e os lagares antigos fossem valorizados.

O aproveitamento hidroagrícola de Luzelo fazia parte do programa de novos regadios para o período 2000 -2006, nunca foi feito.

No sítio da Ferrarias há vestígios romanos que continuam à espera das escavações…

Os teares e lagares foram quase todos desmantelados e destruídos…

Fica a memória, quando fica…

Para que não se perca é importante dar visibilidade ao que ainda resta…

 

Ana de Deus continua a tecer, não mantas, mas uma história de vida que tem o Marmeleiro como centro do mundo.

 

Com referência ao Marmeleiro também foi apresentado o Caderno “Até a rotunda é da Ti Jaquina”, de Norberto Gonçalves.

 

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publicado por Marmeleiro às 10:03