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Reunião realizada no Salão da Casa do Povo do Marmeleiro

Quarta-feira, 07.07.10

Assembleia Municipal da Guarda aprovou moções contra as portagens

 

A Assembleia Municipal da Guarda, reunida na terça-feira, 29 de Junho, no Salão da Casa do Povo do Marmeleiro, aprovou duas moções de contestação à aplicação de portagens nas duas auto-estradas que servem o distrito: A23 e A25.

As propostas, aprovadas por maioria, foram apresentadas por Nuno Almeida, líder da bancada do PS, e por Aires Antunes Dinis, deputado eleito pela CDU.

Na moção apresentada por Nuno Almeida é referido que, por parte dos cidadãos e dos agentes económicos do concelho da Guarda é “perfeitamente inadmissível face à sua situação sócio-económica, qualquer medida que os obrigue a pagar portagens nas duas auto-estradas que servem a região”.

Já na moção proposta por Aires Antunes Dinis, a oposição à aplicação de portagens surge porque as duas vias “são auto-estradas sem alternativas rodoviárias na maior parte da sua extensão” e “a aplicação de portagens só penalizaria a população”.

No documento, a Assembleia Municipal “afirma a necessidade de rejeitar e pôr termo à intenção de portajar a A25 e a A23 como defesa do desenvolvimento económico, social, local e regional que esta Assembleia considera necessária para travar a desertificação e atrair novas actividades que atraiam nova população, incluindo os que daqui saíram por aqui não terem condições de vida”.

Durante os trabalhos, o presidente da Câmara da Guarda, Joaquim Valente, também deixou claro que é contra as portagens por considerara que “tem que haver justiça para com o interior”.

A Assembleia Municipal também aprovou uma proposta de recomendação à Câmara, apresentada por Baltazar Lopes, presidente da Junta de Freguesia de Aldeia Viçosa, relacionada com a necessidade de a autarquia proceder a um corte nas verbas transferidas anualmente para a Culturguarda, Empresa Municipal que gere o Teatro Municipal da Guarda (TMG).

Tendo em conta a actual situação económica, o autarca propôs que haja “uma redução das transferências para o TMG de 20% em 2010 e de 30% em 2011, transformando esta redução em verba orçamental a transferir para as Juntas de Freguesia, tendo em conta os protocolos em dívida”.

Sobre este assunto, Joaquim Valente, disse que “não é preciso fazer propostas para estabilizar as finanças públicas e locais”. “Estamos a desenvolver acções no sentido de reduzir custos” em todas as áreas da Câmara, referindo que “os cortes são transversais a todas as actividades”.

 

Presidente da Junta reclamou obras no Marmeleiro

 

Tânia Cameira, presidente da Junta de Freguesia do Marmeleiro, aproveitou a presença do Executivo Municipal na terra para pedir obras relacionadas com a beneficiação da Estrada Municipal que liga a sede da Freguesia às localidades de Quinta de Gonçalo Martins e Penedo da Sé que se encontra num “avançado estado de degradação”, tendo entregue um abaixo-assinado com cerca de 600 assinaturas recolhidas na Freguesia.

A autarca também pediu à Câmara que resolva o problema da falta de água na Freguesia. “Não estamos a mendigar nada, estamos a reivindicar infra-estruturas básicas”, declarou.

O presidente da Câmara disse que enquanto cidadão está “solidário com todos aqueles que, infelizmente, ainda não têm as infra-estruturas” necessárias mas referiu que “não é possível fazer tudo ao mesmo tempo”. “Se houvesse meios financeiros para fazer tudo, tudo seria feito”, declarou, assumindo que neste momento, “nenhuma obra de média dimensão pode ser feita só pelos meios da Câmara Municipal”.

 

In Jornal A Guarda 1/07/2010

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publicado por Marmeleiro às 14:32


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